Gestão Negócios

O que é modelagem de negócio

A modelagem de negócio é um procedimento simples que, quando bem executado, pode garantir uma vida longa aos empreendimentos. Saiba mais aqui.

O Brasil é um país em que muitas pessoas se propõem a empreender. Mas é aqui também que se observa um dos maiores índices de empresas que encerram as atividades antes mesmo de engrenar. A modelagem de negócio é um procedimento simples que, quando bem executado, pode garantir uma vida longa aos empreendimentos.

Exatamente isso. Um processo rápido e de baixa complexidade pode evitar esforços em vão, desperdício de tempo e dinheiro e, principalmente, pode contribuir para o crescimento de negócios, sejam nascentes, sejam já consolidados – mas estagnados – no mercado.

Continue lendo este texto para entender mais sobre a modelagem de negócio e como ela pode transformar os seus resultados.

A origem do termo

Explicar modelagem de negócio, quando se busca a origem dos termos, fica ainda mais fácil. 

Modelar alguma coisa significa criar um modelo, algo que seja bom o suficiente para aquilo a que se propõe a ponto de ser usado como exemplo, tanto para ser reproduzido quanto para inspirar o desenvolvimento de outra coisa.

Assim, a modelagem de negócio trata da elaboração de um método de operação para a empresa, possibilitando analisar com antecedência se a ideia a ser implantada pode dar certo sendo executada de acordo com alguns processos pré-estabelecidos.

Nas palavras mais utilizadas em textos técnico-científicos sobre o assunto, a modelagem de negócio descreve a forma como a empresa vai criar, entregar e capturar valor, ou seja, qual produto ou serviço vai oferecer, como isso desperta o interesse do consumidor e como vai gerar retorno financeiro para a empresa.

Como surgiu o método de modelagem de negócio

Existem várias formas de se fazer a modelagem de negócio. A mais tradicional, no entanto, é o Canvas, ou Business Model Canvas. 

Esse método foi criado por Alexander Osterwalder, em 2004, quando frequentava o curso de doutorado em Sistema de Informação Gerencial, na Universidade de Lusanne, na Suíça. Desde então, tem sido a ferramenta mais utilizada para modelar um negócio.

O Canvas foi pensado como um método para eliminar as etapas de tentativa e erro ao iniciar um novo empreendimento ou planejar a expansão de um negócio que já está há algum tempo no mercado. 

Embora possa ser aplicado em qualquer tipo de empreendimento, o Canvas se encaixa muito melhor em empresas com propostas disruptivas e inovadoras, cujas ideias se propõem a ‘sacudir’ o mercado. 

E são essas ideias que têm mais potencial de dar errado se não passarem por um planejamento detalhado antes de saírem do papel – ou das mentes dos idealizadores. 

Altas e baixas probabilidades

Quando alguém deseja iniciar um negócio baseado em algo que o mercado já oferece, sem apresentar nenhum diferencial, é fácil saber as chances de dar certo.

Não que ‘dar certo’ seja uma certeza, mas é possível fazer uma pesquisa de demanda daquele produto ou serviço, analisar a concorrência, avaliar o investimento e, estando tudo nos eixos, abrir as portas. Afinal, é só mais um na multidão. E, na multidão (quase) sempre cabe mais um.

Contudo, quando a ideia é inovadora, é novidade no mercado e vai mudar completamente a forma como as pessoas fazem determinadas coisas ou consomem determinado produto, a complexidade na hora de planejar aumenta consideravelmente. É necessário fazer análises mais detalhadas de todo o cenário antes de se ‘jogar de cabeça’.

É aqui que entra a modelagem de negócio como ferramenta para avaliar as probabilidades, adaptar a ideia original, se necessário, para que todos os pontos se encontrem, fechando um ciclo perfeito.

Antes da modelagem de negócio

Isso quer dizer que inovar, ser disruptivo, é novidade também? Muito pelo contrário.

Alcançamos um nível de desenvolvimento tecnológico nos últimos anos que nos permite afirmar que ideias realmente inovadoras, que fazem a diferença na vida das pessoas e do planeta, estão surgindo com menos frequência. 

Contudo, se voltarmos um pouco na história, vamos encontrar muitas mentes inovadoras e disruptivas. E é graças a elas que chegamos ao nível de desenvolvimento tecnológico que temos hoje e que nos permite continuar tendo novas ideias.

Mas se a modelagem de negócio é fundamental para empresas inovadoras e é relativamente recente, como as ideias de antigamente ganhavam o mundo? 

Tentativa e erro! Pense em quantos filmes ou documentários você já assistiu sobre mentes disruptivas, que eram desacreditadas nos círculos de amigos e familiares por pensarem ‘fora da caixa’, mas no final alcançaram o objetivo? Vários, provavelmente.

Só que até chegar a esse ‘final feliz’, o caminho era tortuoso, desgastante, pela falta de um método que direcionasse as ações, já que o único método conhecido (ou praticado) era a tentativa e erro. E embora não sejam poucas as pessoas que fizeram fortuna com suas ideias mirabolantes ao longo dos séculos, o processo entre a concepção da ideia e o sucesso era demorado, caro e, muitas vezes, frustrante.

A origem da solução

Então, depois de muitos estudarem essas mentes brilhantes e o processo que os levou à glória ou à perdição aplicando métodos ineficazes na intenção de inovar, chegou-se à modelagem de negócio, que encurta o caminho e amplia significativamente as chances de o resultado ser a glória – e não a perdição. 

E o toque final nessa história, é que o método é simples e rápido, além de ser flexível, possibilitando mudar a estratégia ao longo do processo para alcançar o objetivo. 

Evolução do método Canvas

Ainda que o método Canvas seja o mais conhecido para a modelagem de negócio, desde sua criação, outras propostas vêm sendo desenvolvidas, a fim de melhorar ainda mais a performance na hora de modelar um negócio.

Uma dessas variações, que também pode ser considerada uma evolução do Canvas, é o Ciclo Z de Inovação, desenvolvido pela Zucchi Consultoria, que é composto de indicadores que desenham o ciclo do empreendimento, considerando fatores internos e externos, e permitem visualizar como a empresa deve funcionar para obter os resultados desejados.

Ao aplicar os 16 passos do Ciclo Z de Inovação para modelar o seu negócio, você estará definindo estratégias para:

  • identificar o perfil do seu cliente e o problema que ele enfrenta, apresentando uma solução diferenciadora, que não é oferecida concorrência;
  • conquistar o cliente por meio da proposta de valor e da qualidade da sua entrega, fortalecendo a imagem da sua marca e o relacionamento dela com o consumidor, que pode ser intensificado por meio de diferentes canais de venda, de alianças com parceiros e de experiências diferenciadas que agregam valor ao seu produto ou serviço, gerando riquezas para sua empresa;
  • manter o cliente a partir da implantação de processos ágeis e eficientes e do atendimento qualificado, mediado por profissionais capacitados e comprometidos com a marca;
  • surpreender o cliente com a ruptura de barreiras que possam representar uma ameaça para a nova fase do empreendimento, garantindo a consolidação da marca no mercado. 

Esse é um resumo da modelagem de negócio a partir do Ciclo Z de Inovação. Para saber mais sobre o método, baixe o ebook ‘Como uma empresa se torna inovadora: 16 passos para gerar riqueza no seu negócio através da inovação.

Apesar de sua simplicidade, é importante buscar uma consultoria especializada para acompanhar esse processo, independentemente de ser um empreendimento completamente novo ou um que tenha a pretensão de remodelar suas entregas.

A experiência dos consultores – e também o ‘olhar de fora’ – tem muito a contribuir na modelagem do seu negócio, aumentando ainda mais as chances de sucesso do empreendimento e o alcance de excelentes resultados.

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