Inovação Negócios

Como inovar sem ter perfil inovador?

Inovação, tecnologia, pensar fora da caixa. Impossível ser empreendedor e não ter ouvido algo nesse sentido. Mas afinal: como inovar?

Inovação. Tecnologia. Ideias inovadoras. Pensar fora da caixa. Sacudir o mercado. Impossível ser empreendedor e não ter ouvido algo nesse sentido nos últimos anos. Isso porque, desde o início dos anos 2000, principalmente, a inovação tem sido um dos assuntos mais comentados no mundo dos negócios. Mas a dúvida é: como inovar?

Em alguns setores da economia, é mais fácil. Na área de tecnologia, por exemplo, desenvolve-se um novo aplicativo, com funcionalidades diferentes, e pronto… Por um tempo (talvez curto), a empresa estará em dia com a necessidade de ‘inovação’.

Mas, se em alguns setores é mais fácil, significa que em outros é mais difícil. Certo?

Sim e não. Vamos para a explicação dessa controvérsia?

O que é inovação?

Antes de qualquer resposta, mais uma pergunta: o que é inovação?

Afinal de contas, não dá para saber como inovar se o conceito de inovação não estiver bem claro.

Muita gente ainda pensa – equivocadamente – que inovação é algo de outro mundo, tipo criar alguma coisa a partir do nada. E não é bem assim. 

Ao contrário de invenção, que é quando se cria algo ‘aparentemente’ do nada – a lâmpada, por exemplo, a inovação trata-se de uma melhoria em algo que já existe, que pode ser uma funcionalidade em um produto, uma nova técnica para realizar um serviço, ou mesmo um método diferente para gerir processos e pessoas.

Assim, dizemos que inovação é uma melhoria que resolve uma dor do consumidor, e do mercado como um todo. Dois exemplos muito práticos: 

  • quem gostava de devolver DVDs na locadora na segunda-feira? Pois é. Alguém que estava muito incomodado com isso teve a ideia de criar um streaming de filmes e séries. Aí, ‘nasceu’ a Netflix.
  • quem nunca se sentiu enganado por um taxista que escolheu o caminho mais longo e lento para cobrar mais pela corrida? De novo… Alguém se sentiu tão incomodado com essa prática e pensou em oferecer uma solução para essa ‘dor’ (dele e de muitos outros), criando o Uber.

Então, a inovação resolve a dor do cliente a tal ponto que ele se dispõe a pagar por esse produto ou serviço. É o preço da comodidade, da conveniência, do conforto. E, sim, as pessoas estão muito dispostas a pagar por isso!

Contudo, antes de implantar qualquer melhoria – seja funcionalidade, seja método – são necessárias diversas análises para identificar prós e contras do impacto da inovação para os objetivos da empresa. 

Por isso, afirmamos que inovar em alguns setores pode ser mais difícil que em outros. Porém, com o suporte adequado, de pessoas capacitadas para repensar modelos – de produtos e serviços – essa tarefa se torna mais simples. 

Invisível aos olhos

Dependendo do segmento, a inovação vai saltar aos olhos. Será mais evidente que o produto em si, será palpável, vai proporcionar uma experiência sensorial ou afetiva diferente da gerada pela versão anterior. A inovação, nesses casos, vai nortear toda a estratégia de marketing do produto. 

Um exemplo pode ser o lançamento do primeiro smartphone à prova d’água. 

Quando foi? Não vem ao caso. A ideia aqui é explicitar o fato de que o aparelho devia ser muito similar ao modelo anterior, mas possuía uma funcionalidade que o diferenciava. 

Quem estava interessado nessa funcionalidade?

Provavelmente a empresa que lançou a novidade realizou pesquisas de mercado para identificar a demanda. E, na hora de vender, a tecla mais batida certamente foi o caráter inovador daquela funcionalidade.

Ou seja, a entrega da inovação era algo palpável… Ou, ‘mergulhável’ (se essa palavra existisse)!

Por outro lado, algumas entregas inovadoras ficam limitadas aos bastidores das empresas. É o caso da inovação em métodos de gestão ou em processos de produção. 

Em algumas situações, para inovar, são necessários ajustes internos, tanto nos fluxos administrativos quanto na linha de produção. Esse tipo de inovação geralmente é invisível aos olhos. Para o consumidor final, o produto será o mesmo e o serviço também.

Mas é necessário ir além do que os olhos enxergam.

Uma inovação no modelo de gestão pode dar mais agilidade ao processo de produção. Ou seja, um ajuste aqui, uma melhoria lá. E o produto que antes levava dez dias para ser produzido e despachado para o cliente, passa a sair da empresa em sete dias. E a economia de tempo é boa para todos os lados.

Na empresa, uma produção mais rápida significa redução de custos – com mão de obra, com tempo de máquina, com energia e outras despesas operacionais. Para o cliente, a espera menor aumenta a satisfação com a marca. 

No fim, apesar de a entrega não ser palpável como uma nova funcionalidade, todos ganham. 

Como inovar?

O ebook ‘Como uma empresa se torna inovadora?’, no qual apresentamos os 16 passos para gerar riqueza no seu negócio através da inovação – e que você pode acessar na íntegra clicando no link –, traz a seguinte definição:

Inovar, em resumo, é pensar em como melhorar o processo para proporcionar uma experiência diferenciada, especialmente para o consumidor, e também gerar riquezas para a empresa, por meio da captação e fidelização de clientes, do aumento da demanda por produtos e serviços, ou mesmo pela harmonização do ambiente de trabalho, com a adoção de métodos mais simples e eficazes. 

Essa ideia reforça o que já afirmamos antes. Para inovar não é necessário deixar de lado tudo que já foi construído, mas sim identificar gargalos que podem diminuir custos, flexibilizar a produção, ou, ainda, rever o posicionamento da marca e seu tom de voz na hora de se comunicar com os clientes.

O simples fato de você se aproximar do perfil do seu público-alvo por meio do seu discurso e das suas ações (que devem estar muito bem alinhados), tem o poder de dar um novo fôlego ao seu empreendimento, melhorando o relacionamento com o consumidor, ampliando o volume de vendas e, como resultado, o faturamento mensal.

O olhar que vem de fora

Alguns empreendedores não sabem como inovar porque têm um olhar ‘viciado’ em tudo o que envolve a empresa. Ficam tão imersos nos processos de sempre, acomodados com os fluxos que vigoram há anos, e não percebem as oportunidades para implementar inovações e melhorar o desempenho financeiro ou mesmo o  relacionamento com o consumidor – que indiretamente influencia no lucro.

Por isso a importância de contar com ajuda externa para identificar novas possibilidades do mercado, seja para desenvolver uma nova funcionalidade, baseada em tecnologia, seja para implantar um novo método de controle de qualidade, tendo em vista garantir a satisfação do cliente. 

Se você entende que sua empresa tem potencial para implementar inovações, mas não sabe como inovar sozinho, entre em contato com os consultores da Zucchi. Eles são especialistas no assunto e estão prontos para ajudá-los.

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