Inovação

Inovação: Como pivotar (mudar os rumos) nos negócios

Inovação: Como pivotar sua empresa para se tornar escalável

O termo pivotar vem do inglês, que significa girar, e se aplica muito bem ao mundo empresarial, especialmente em tempos de inovação, uma vez que pivotar um negócio é aprender e se lançar em modelos diferentes de gestão/produto/processo, sem, no entanto, se perder da base da empresa. Pivotar é diferente de ajustar a empresa às tendências; um ajuste é uma adequação que não interfere nas estratégias empresariais, já pivotar um negócio significa alterar as estratégias, ou seja, o rumo da empresa, mas conforme aquilo que a empresa já fez, utilizando sua base de clientes e sua experiência mercadológica.

Um exemplo de como a pivotagem é importante, é o caso da Kodak e da Fuji Films. A Kodak procurou fazer ajustes em seu modelo de negócio, baseado na venda de filmes fotográficos, enquanto a Fuji Films preferiu investir no mercado de cosméticos e é sucesso em vários países.

Existem vários métodos de se pivotar um negócio, lembrando que todos eles dependem da força de vontade do empresário e do auxílio de pessoas e empresas que tenham pensamento crítico sobre o assunto. O caminho para que uma nova ideia consiga ser transcrita em papel é longo e os métodos de pivotagem auxiliam nesse processo. Apresentamos abaixo os métodos mais utilizados.

Business Model Canvas

Consiste em um mapa com 9 blocos, que são preenchidos com base de uma ideia. A estrutura é dividida conforme a proporção que se observa na imagem.

Tabela de estrutura do negócio

Primeiro é preenchido o campo segmentos de clientes, após define-se a oferta de valor, os canais, o relacionamento, a fonte de receita, os recursos-chave, as atividades-chave, as parcerias-chave e os custos. Ao final tem-se uma visão geral de todos os ângulos de um negócio.

Design Thinking

Trata-se de pensar a partir do design, ou seja, considerar as possibilidades criativas que o design oferece para resolver um problema. Aplicar o design thinking implica se colocar no lugar do consumidor (empatia), prever reações e comportamentos a determinado produto/serviço (definição ‘de um problema ou oportunidade’) e pensar em soluções (ideias) para transformar o contato desse usuário numa experiência significativa. Uma vez identificada a dor do cliente e os possíveis tratamentos, parte-se para a prática, elaborando uma proposta (protótipo) e apresentando-a ao cliente (teste).

Fases design thinking

Para isso, é preciso conhecer o cliente que se deseja encantar, envolver ou fidelizar, ouvindo o que ele tem a dizer, seja por meio de uma abordagem direta e pessoal, seja por meio de questionários autoaplicáveis.

Ao final do processo, dependendo da resposta do cliente à proposta apresentada, define-se pela implantação do que foi proposto ou por ajustes no protótipo para realização de um novo teste, até que se alcance o objetivo desse processo, que é a satisfação do cliente.

O Lean Thinking

É um método que objetiva criar valor para os clientes, eliminando atividades que não trazem vantagem competitiva para a empresa, sem perder qualidade na produção, no caso de produtos, e na prestação de serviços. De maneira simples, é enxergar tudo o que traz desperdício para aumentar a margem de lucro da empresa e gerar valor ao cliente.

Este método tem como premissa pensar nos processos com os seguintes norteadores:

    • puxar (pull): significa que o cliente puxa a demanda e reduz/aumenta estoques;
    • fluxo: o pensamento deve ser voltado para um produto/serviço por vez, visando  minimizar interrupções;
    • defeito zero (perfeição): barrar os erros quando ocorrem, não deixar chegar ao cliente um produto defeituoso;
    • cadeia de valor: é preciso definir as etapas necessárias para cada produto ou serviço ser concluído;
  • valor: a empresa precisa maximizar o valor percebido pelo cliente, para que ele fique o mais satisfeito possível; pode ser por meio de preço, prazos de entrega e outros benefícios que sejam decisivos para o consumidor.

Principios lean thinking

O ciclo Z de inovação

Metodologia desenvolvida pela Zucchi, o Ciclo Z de Inovação é fundamentado nos conceitos de design thinking, business model canvas e lean thinking e tem como objetivo ser um método único, que busque identificar, conquistar, manter e surpreender os clientes de determinado produto/serviço.

Primeiramente, é feita uma pesquisa referencial sobre o segmento do negócio, além de entrevistas com consumidores-chave, a fim de identificar a real dor desse mercado e avaliar o que pensam sobre o produto/serviço em questão.

A partir do debate das informações levantadas na etapa anterior, preenche-se o canvas abaixo para inovar e pivotar nos negócios.

Ciclo z de inovação

Ao final desse processo, define-se a inovação a ser implementada para pivotar a organização, que pode impactar no modelo de negócio, nos produtos e serviços, nos processos internos e/ou nas ações de marketing e vendas.

Conclusão

Hoje a pivotagem é um meio de aprender com erros e acertos e moldar a empresa para enfrentar o ritmo acelerado dos negócios. A cada dia fica mais claro que os clientes mudaram a forma de consumir nossos produtos e serviços, e, por consequência, precisamos reinventar as organizações para atingir resultados mais efetivos, pois executando as coisas do mesmo jeito, atingiremos sempre os mesmos resultados, e os clientes estão buscando empresas que se preocupem em atender suas dores, desejos e necessidades.

Se você se preocupa em atender essas demandas do cliente e também em manter e melhorar as finanças da sua empresa, venha conversar conosco. O Ciclo Z de Inovação pode ajudá-lo a inovar e pivotar os negócios, aumentando a quantidade de clientes e estreitando a relação entre eles e o produto ou serviço que você oferece.

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